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A que viemos |
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Definimos o expatriamento e o repatriamento
como modalidades
contemporâneas da imigração. Os expatriados são executivos que são transladados
com suas famílias por interesse das companhias em que
trabalham, para países que não escolhem e onde
não têm
referências, afinidades, redes, conhecimentos. Os expatriados nunca
sabem quanto tempo vão ficar num local e nem para onde irão em seguida.
O que os faz viver em constante sobressalto e
sem se sentirem no domínio do seu destino. No
caso das famílias isso se agrava porque as
mulheres e os filhos não têm nem mesmo a
referência do vínculo profissional.
Temos algumas propostas para fazer face a este fenômeno.
Estas propostas têm o objetivo de municiar os expatriados e
repatriados e suas famílias de recursos pessoais e comunitários para que possam
fazer face a estes desafios. Estes recursos se baseiam na criação de
repertórios que podem nomear as experiências novas, criando novos
sentidos e significados para elas e no estímulo à criação de redes
que tornarão possíveis narrativas, trocas, vínculos, sonhos,
desenvolvendo-se projetos enriquecedores do ponto de vista pessoal e
familiar, ainda que provisórios e em parte transportáveis para outros
lugares.
Sonia Novinsky, Phd - Tania Haberkorn, M.A.
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O que nos propomos a fazer para
ajudar |
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Ajudar
os expatriados a compreender e apropriar-se de um
processo que nem sempre é escolha própria.
Ajudar também os expatriados a encontrar um lugar no local de chegada.
Ter um lugar implica em iniciar um processo de ter referências entre
as pessoas locais e ser referência para elas: ter
memórias, estar na memória das pessoas do local de chegada.
Criar espaços de convivência para trocas, narrativas
e compartilhamentos para que as pessoas possam construir a
sensação de continuidade em relação ao passado, inclusive
das lembranças materiais - espaço este que,
paulatinamente, vai incluindo a comunidade local mais ampla.
Dar suporte à criação de redes comunitárias que se embrenham para a
comunidade local.
Dar suporte para o desenho de um projeto
afinado com o sonho pessoal, com os recursos próprios, com
as referências do passado, com o sentido do futuro. Temos
em mente que este projeto precisa, no caso do expatriado,
ter a provisoriedade e a transportabilidade necessárias
para este estilo de vida.
Criar um espaço de conversa sobre as dificuldades
da chegada, da partida, que ajudem ao acesso a enigmas
translinguísticos, isto é, impactos de códigos
desconhecidos, que costumam ser uma experiência marcante
entre os expatriados como os cenários que expomos
neste folheto nos permitem vislumbrar (ver na pág. 2).
Criar
um ambiente seguro para que se possa ultrapassar a
dimensão puramente social dos encontros comuns entre
expatriados e repatriados, isto é, um ambiente em que um
aprofundamento das experiências e trocas seja possível.
Muitas vezes o medo da perda leva os expatriados a viverem
num nível de signos sociais, sem criar vínculos locais, o
que é insatisfatório e as vezes até os adoece. Acreditamos
que este ultrapassar do nível social pode fazer uma diferença
na trajetória de vida e na saúde emocional de quem vive a
experiência do trânsito.
Fazer treinamentos com as pessoas que lidam com
os expatriados e repatriados, nas escolas e
nas empresas. Neste sentido temos uma
modalidade de trabalho específica para
executivos, RHs, professores, educadores,
psicólogos e assistentes sociais.
Podemos trabalhar com expatriados brasileiros
em outros países, assim como expatriados de
língua espanhola, inglesa e portuguesa, valendo-nos da Internet, ou fazer
pessoalmente trabalho em outros países, dando
suporte aos expatriados.
Conheça os programas que nós propomos
Como participar -
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QUEM
SOMOS NÓS
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Somos cientistas sociais,
psicólogas e terapeutas, com longa
experiência em clínicas, escolas e trabalhos em grupo.
Todas nós já experimentamos experiências de imigração
em vários países. Isso nos sensibilizou para este
projeto e nos motivou a criar um espaço de
compartilhamento, de crescimento pessoal, de trocas de
afeto e informação, de desenvolvimento de redes, que
muitas vezes nos faltou nos países em que moramos -- e
que faz a maior diferença para a qualidade de vida de
quem chega num país estranho.
Voltamos-nos para uma questão importante
no mundo globalizado contemporâneo, que é
a questão da experiência vivida pelos expatriados e repatriados, tanto dos
executivos quanto de suas esposas e filhos. Estas famílias são obrigadas a fazer face a
grandes desafios que podem ou não se tornar grandes
enriquecimentos: perda de raízes, perdas de projetos,
descontinuidades profissionais, perda de redes comunitárias, choques
culturais, saudades, certa desorientação na chegada, dificuldades de
língua, falta de repertório para lidar com a experiência emocional,
cultural e social do expatriamento e repatriamento, entre outras.
Para a concepção deste trabalho nos inspiramos no pensamento
teórico e clínico do Prof. Dr. Gilberto Safra do Instituto de
Psicologia da USP. |
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NOSSO
PERFIL
A ExpatBrasil é dirigida por Sonia Novinsky e
Tania Haberkorn e conta com a
participação de outros profissionais, de
acordo com o projeto.
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Sonia Novinsky, PHD
Socióloga e terapeuta clínica. Formada
pela USP, em 1968. Doutorado sobre imigração e
desenraizamento.
Desenvolveu um método de suporte,
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criação e
implementação de projetos pessoais.
Diretora Editorial das Edições Sobornost.
EFT Master (Emotional Freedom Tehnique);
CBT (Certified
Bionergetic Therapist);
Foi professora da FAU-USP e da ESPM. Ex diretora de pesquisa e mercado da
Editora Abril.
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Tânia Haberkorn, MA, LMFT
Psicóloga clínica,
especializada em imigração nos Estados Unidos. Formada na PUC-SP, em
1993. Mestrado na Antioch University LA, USA. Licenciada em Marriage, Family Therapy
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pelo estado da
Califórnia. Trabalhou nos
Estados Unidos em escolas, clínicas, com enfoque em crianças e casais interculturais.
Yoga-terapeuta (Phoenix Yoga Therapy), ex-facilitadora da ADL (Anti Difamation League) |
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